O capital educacional

Na base educacional brasileira, já é consolidada a ineficiência do governo em garantir acesso à educação de boa qualidade para todas as camadas sociais. Diante da incapacidade de ajudar sua população a atingir conhecimento, criaram-se escolas particulares em prol de garantir aquilo que seu próprio país não tem a capacidade de conceder. Porém por meio da iniciativa privada seus objetivos foram alterados girando em torno do dinheiro, e não na formação do caráter, valores e índoles de seus alunos.

Os vestibulares, criados para serem peneiras ao acesso de poucas vagas em faculdades, foram priorizados pelos colégios. Sendo que essas instituições educacionais se tornaram uma empresa com finalidade de gerar dinheiro, manipulando as ansiedades de um futuro incerto. O conhecimento em si fora jogado de lado, o que se procura agora são aquelas capazes de tornar seu filho “alguém na vida”, já que este processo seletivo para a sociedade se tornou uma determinação do futuro, e por tanto a garantia que terá um brilhante ao ingressar nesse sistema.

Um sistema que exige que a juventude escolha sua carreira em míseros anos, e claro ironicamente uma que irá fazer dinheiro e não necessariamente trazer felicidade para si mesmo, sendo que o auxilio proporcionado é apenas uma lista com as melhores universidades, ou escolas com o maior número de aprovados. Me pergunto até que ponto irá chegar essa barbárie. Os alunos se tornam alienados do próprio colégio, onde uma nota por exemplo, irá psicografar seu salário no futuro.

Onde estão as aulas capazes de formar uma mentalidade madura para preparar o jovem para a “vida adulta”, como psicologia ou iniciação politica? Onde estão aquelas que proporcionam uma atribuição maior a cultura do país? Exatamente, não existem, e por tanto não formam alunos com uma mentalidade critica e ciente do que querem para suas vidas, caracterizando um sistema educacional falho.

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