A religiosidade na lógica do mercado

O homem pós-moderno escolheu a experiência como forma de conhecer o universo e a si mesmo. A vida passa a ser medida por experiências individuais realizadas afim de auto-afirmação, conhecimento pessoal e o esclarecimento de paradigmas para uma compreensão universal. Aquela velha história do “quem somos e por que somos?”.

A partir da experiência o indivíduo elabora uma perspectiva diante da vida, a qual se confirma durante um curto período de tempo, afinal, são infinitas experiências disponíveis e as perspectivas estão sempre sujeitas a mutações. Um universo de paradigmas. O que torna a personalidade do homem pós-moderno extremamente volátil.

Dentro daquele universo de paradigmas há um grupo de perspectivas religiosas, as quais foram descartadas na moderninade sólida devido à ciência (discussão caracterizada pela frase do filósofo Nietzsche “Deus está morto”). Perspectivas que voltaram à tona na modernidade líquida em um contexto de individualismo, havendo demanda por religiosidade. Percebe-se tal fenômeno com a quantidade de templos de diferentes instituições religiosas em uma cidade ou de membros de uma mesma família que seguem religiões distintas.

Somando o individualismo radical com o fundamentalismo há a simultaneidade de doutrinas religiosas, já que a religião passou a seguir a lógica do consumo com a grande demanda por religiosidade, há grande oferta por parte das igrejas. O que leva o homem individualista a selecionar doutrinas que mais lhe convém.

Como tudo na modernidade líquida, a religiosidade vem à tona como parte de um mercado, para ser consumida e nós somos vítimas desse consumo da religião para nos afirmarmos individualmente.

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