Sentimentos encapsulados

Encapsularam fantasias escapistas e tentaram me vender com o rótulo de felicidade. Vender não é o termo apropriado, talvez um “estupro ideativo” – com um supositório de diâmetro assustador enfiado no meio do meu rabo. Atentei-me ao curioso fato de que não só a felicidade, mas também o amor e diversas outras capsulas, estavam circulando livremente por ai. A sociedade, abraçada nessa monopolização, ignorou o fenômeno da relatividade.

Há diferenças na estrutura de cada pessoa que a moral, sem levar em conta tudo aquilo que as condiciona, classifica como “certo” ou “errado”. Querer classificar algo tão impalpável como os sentimentos é inconsciente, e ditar suas regras é querer aniquilar a potência de pensar. A ineficiência dessa manufatura da felicidade, do amor, e de outros estados e sentimentos se mostrou totalmente ineficiente em seus resultados.

A necessidade de saciar os impulsos mais naturais, como a felicidade e o amor, são de caráter substancial para o homem. Ao perceber que suas manifestações a respeito dos sentimentos não condizem com as exigências da sociedade o homem se vê diante de uma enorme frustação. Um cabo de guerra entre os impulsos e a “sociedade moralmente perfeita” que acarreta enormes distúrbios. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2030, a depressão se tornará a doença mais comum do mundo. 121 milhões de pessoas são afetadas pela doença atualmente. Dado nada surpreendente diante de tal situação. Um verdadeiro massacre às Borboletas.

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