Um ensaio sobre o esquerdomacho

Partindo de duas premissas escrevi esse texto: de que a esquerda defende e luta por uma igualdade social e da ignorância por parte do homem em relação ao machismo.

Uma ideologia que defende a igualdade em detrimento dos privilégios deveria lutar contra todo tipo de opressão em favor do máximo de igualdade, e é evidente que a opressão não é igual para todos os indivíduos: existe o branco e o negro, cis e trans, héteros e gays e, claro, homens e mulheres. Há essa ilusão de que os esclarecidos de esquerda são despidos de preconceitos e é nesse contexto que o machismo tem nuances mais claras e amenas, ou seja, o esquerdomacho consegue ser meigo. Ele sacou que as mulheres são as vitimas dos estupros, respeita depilação alheia, não assedia mulher na rua e até defende o parto humanizado, ele aparentemente dá a atenção que a mulher merece e estima a inteligência mais do que a aparência. Mas isso até o feminismo invadir o espaço dele, daí macho nenhum quer perder privilégios.

Evidentemente o esquerdomacho já está fazendo o papel dele ao respeitar moças na rua e compartilhando no facebook textos defendendo as minorias, apesar de que quando você reclama dos ataques que sofre, é um exagero. Eventualmente comenta do traseiro de uma moça, mas, como dito antes, ele estima a inteligência, ama apesar da aparência, contudo não conteste o esquerdomacho intelectualmente, quase tudo que você fala é amenidade pra ele, não tem por quê levar a sério, e quando, por um acaso, você se realça em relação à intelectualidade dele, ele fica puto e te lembra daquela leitura do Engels que ele te indicou há tempos, que você só tem esse tipo de informação por causa dele. Você só sabe o que sabe por que ele, macho esclarecido e intelectualmente superior, te guiou.

Lembra o machista de direita, mas o esquerdomacho sabe amenizar o machismo dele com flores na barba e sentando de perna fechada.

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