Libertas quae sera tamen

Haverá, na vida de cada homem, ao menos um momento no qual sua mente divagará acerca do que é ser livre. Embora um consenso sobre tal não possa ser obtido, pode se dizer que o motivo que anima a indagação é a ânsia humana pela liberdade.

Na reflexão que se segue sobre o tema, são feitas acusações de que a vida é repleta de circunstâncias que limitam o grau de liberdade humana. Sejam as leis, os costumes, os papéis sociais, o convívio ou até mesmo a própria natureza humana: todos parecem reduzir substancialmente a capacidade de ditar as próprias regras.

É indubitável que um indivíduo está exposto a estes fatores que diminuem seu grau de autonomia. Suas escolhas, muitas vezes, são feitas sob condições premeditadas sobre as quais ele não teve o direito de opinar. Entretanto, este individuo, dotado da capacidade de pensar, pode, por meio dela, extrapolar os limites da circunstância.

As grades das convenções não impedem que o pensamento dance e se expanda pelo universo. A cada instante o homem formula ideias, estabelece juízos, questiona, reflete, decide. E, sendo o pensamento o princípio da ação, conclui-se que a liberdade é inerente ao ser humano.

O curso de uma vida é delineado pelas mãos do ser vivente. Ainda que o controle absoluto da situação não lhe pertença, a responsabilidade por dizer ao mundo quem se é recai exclusivamente sobre ele. E esta resposta será dada por meio da conduta que o homem optar por ter na construção de sua existência.

Com algo deste porte nas mãos, há um grande risco que as escolhas feitas prejudiquem ao próprio indivíduo, por isso ,no decorrer da vida cabe a cada ser humano conciliar a faculdade de ser livre com responsabilidade de conduzir a si mesmo.Talvez, o meio mais eficaz de obter tal êxito é o processo do autoconhecimento, capaz de levar cada um de nós à ciência plena de quem somos e, consequentemente, capacitar-nos a escolher com sabedoria.

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