Para os monarquistas, ou, o que é o mesmo, para os burros políticos.

Hoje, 15 de novembro, é a data civil mais importante do calendário brasileiro. É o dia em que se comemora a grandiosa, apoteótica e divina proclamação da República presidencialista, feita pelo Marechal Deodoro da Fonseca, maior brasileiro de todos os tempos. Embora inquestionável em sua superioridade, há ainda, pasmem, alguns que creem ser o parlamentarismo monárquico um sistema superior (!?!?!) [Vote no rei!]

Sim, cento e trinta anos depois da abolição do mesmo nessas terras tupiniquins, há pessoas advogando o retrocesso! Para alguns, debater com lunáticos do tipo é perda de tempo. Contudo, acredito que ideias perigosas como estas devem ser expostas como os embustes que são. Então, neste artigo, darei um banho teórico e histórico nesses monarquistas românticos e burros, demonstrando o quão maléfico foi e o quão ruim seria a volta deste regime no Brasil. Para ver como só falo verdades e tenho muito inteligência em checar minhas fontes, convido o leitor é checar todos os links disponíveis. Terão surpresas, garanto.

o paiz

Chuto a porta logo dizendo que a instalação da República no Brasil foi feito com o aval de toda a sociedade civil. Os homens com renda para votar, elegeram, na última eleição parlamentar do império, demonstrando a decadência da ideologia monárquica, um número esmagador de deputados republicanos [1], dominando o congresso em totalidade. Ademais, longe de ser o vergonhoso acordo entre poderosos que caracterizou a eventos como a Independência, os populares participaram ativamente do processo para a mudança do regime [2]. Por fim, não bastando o já explícito apoio, realizou-se, praticamente simultâneo à proclamação da República, um plebiscito incólume como as águas do Tietê[3], onde, mais uma vez confirmando seu amor indescritível pela república, o povo rejeitou a monarquia parlamentarista.

Mas os monarquistas não desistem. Afirmam que a República, ao invés de consentida, foi um golpe. Para ser bonzinho com eles, vamos aceitar que, de fato, ela não foi desejada inicialmente e foi conduzida por um pequeno grupo de militares. Mesmo assim, ainda é preciso dizer que a república deu ao Brasil tantos benefícios políticos que, por justiça histórica, ela se auto-justifica.

Um bom exemplo é a liberdade de expressão. É preciso dizer que monarquia é sinônimo de falta da mesma. Principalmente no segundo Reinado, a imprensa era severamente censurada pelo vaidoso Imperador D.Pedro II [4]. Os republicanos, inclusive, nunca tiveram um jornal próprio em que pudessem divulgar suas ideias. Na República, pelo contrário, houve liberdade abundante desde o início. [5] Ou seja, imperador = censura e presidente = liberdade. Ponto.

Além disso, ainda se referindo ao segundo Reinado, época esta que os monarquistas olham com saudosismo, é mister afirmar que ele foi marcado por separatismos, guerras internas e opressões em todo lugar, cenário nefasto que foi substituído pela tranquilidade da república. De fato, em 130 anos de história republicana, tivemos meramente trinta e quatro anos de ditaduras declaradas (1889-1894, 1937-1945 e 1964-1985), seis golpes de Estado e algumas outras tentativas. Os outros noventa e seis anos foram preenchidos, por sua vez, por períodos magníficos de democracia plena e economia áurea, como a República Velha (1889-1930) e década de 80. Mas os monarquistas incansáveis insistem em tentar levantar a possibilidade da república não funcionar no Brasil. Vai entender.

Contudo, mais uma vez a fim de permitir que eles se afoguem cada vez mais em suas ilusões, consideremos que, realmente, a república presidencialista brasileira não deu certo. Ainda assim, não há uma solução política melhor.Se o sistema presidencialista é ruim, o parlamentarista, presidencial ou monárquico, é mil vezes pior. É assim pois, neste, é impossível a resolução de crises políticas, a real democracia e o debate de soluções. Isto tudo se prova pelo fato de, fora meio dúzia de gatos pingados na internet, não haver nenhuma discussão ou apoio sério a qualquer forma de parlamentarismo. [6],[7] [8]

Por fim, mesmo ACEITANDO que o parlamentarismo seja superior ao presidencialismo, ainda se mostra impossível defender o parlamentarismo monárquico. Vê-se que em TODOS os lugares onde ele é aplicado há uma inefável deterioração política, econômica, social e cultural.  Basta ver o ranking de IDH: Suécia, Noruega, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão e outros países com boa qualidade de vida são, sem a mísera exceção, repúblicas presidencialistas. De monarquia, só temos os países degenerados na África, onde impera as ditaduras pessoais de facínoras. Não se mente para os dados. [9]

Visto todas estas provas esmagadoras, eu convido meus amigos parlamentaristas monárquicos a pararem de tentar serem levados a sério. Vocês não tem cacife nem para COMEÇAR uma discussão, já que, desde o início, sabe-se ser a república um anseio natural e justificado de todo ser humano. Juntem-se a nós para admirarmos Deodoro, Benjamin Constant e Tiradentes, verdadeiros heróis brasileiros! [10]

Apesar desses pedidos, conservo certa convicção de que nada adiantará. Não se joga xadrez com pombos, afinal. Os monarquistas insistem, com suas toscas campanhas:

Em resposta: sim, sinceramente, está dando certo! Não há mais o que se discutir, falar ou citar. Tão claro quanto o sol do meio dia é a altivez deste varonil sistema. Viva a república brasileira (!?!?!)

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