Alteridade pede socorro

Ser refugiado não é uma opção. Diferente do imigrante, não se escolhe quando sair ou seu destino. Guias turísticos são destruídos em meio à guerra civil. Bússolas quebradas apontam para um futuro incerto. No meio de estilhaços, quem irá se dar ao luxo de chamar a fuga de férias?

A tecnologia serve como ponte para a humanidade. Não apenas a integra culturalmente, mas dá acesso à história de como cada país foi formado. A origem é descoberta, assim como as diferenças atuais da nação colonizadora para a colonizada. Porém, quando esta, com problemas, decide voltar para o berço que a moldou, o exercício da alteridade se fixa apenas na teoria.

Segundo Max Weber as ações estão passando por um processo de racionalização. Ironicamente, não importa se vidas estão sendo perdidas. Ao acolher pessoas, a economia pode sofrer impactos negativos. O poder de compra pode diminuir. Atitudes afetivas e tradicionais perdem força ao se falar de refugiados e imigrantes, o que explica a dificuldade da hospitalidade, na Europa, como no Brasil.

Numa era globalizada, o etnocentrismo se tornou viral. O outro é o causador da doença. Nacionalidade, religião, raça, envergadura politica, todos são pretextos para inferiorizar o que sai do horizonte particular.

Como humanizar os cidadãos? Como fazer isso sem afetar o desenvolvimento de muitos politica e economicamente? Infelizmente, com o desencantamento do mundo, a indiferença foi pautada como resposta.

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