Le papillon dans mon jardin

Hoje eu quero fazer algo diferente. São precisamente 04h04 da manhã do dia 29/12/2015. Eu não sei o porquê, mas quando fico acordado até tarde, começam a florescer ideias na minha mente e me sinto à vontade para escrever textos como este. E depois de revirar-me na minha cama, pensando sobre o que já foi e o que ainda será, como ocorre diariamente, imaginei que, talvez, pudesse transmitir meus pensamentos para o notebook HP Pavilion M6 do meu irmão. E cá estou eu.

Até aí não há nada inortodoxo, contudo, farei desse modo: não realizarei quaisquer pesquisas antes de escrever o texto, como faço sempre. A única aba aberta no navegador é do site da ESPN, com notícias sobre o Corinthians. A propósito, o dinheiro da China quer estragar não só o nosso futebol, bem como todo o futebol brasileiro, que vai de mal a pior. Porém, acredito que nada bate o dinheiro, não é mesmo? Enfim, voltando ao assunto: farei o máximo para que não haja palavras “difíceis”, que ornamentam a dissertação em detrimento da compreensão do caro leitor (esta frase não teve intenção irônica). Não abordarei um tema polêmico ou fora do usual. Evidentemente, esquecerei as regras que ditam como se produz um texto dissertativo impessoal e bem estruturado. Daqui pra frente, sou só eu, minha mente, a norma padrão do português e o calor do notebook HP Pavilion M6 do meu irmão sobre o meu colo. Então, não percamos mais tempo.

A coisa sobre a qual eu estava pensando na minha cama era a felicidade. O que quero dizer é o seguinte: eu nunca fui uma dessas pessoas muito preocupadas com a vida ou com minha alegria e tal. Sempre deixo tudo de lado e vivo a vida no modo automático, e não manual, se é que você me entende. Entretanto, nos últimos dias, ando preocupado. Eu escutei sair de várias bocas que quando você está feliz, você não percebe. Isso faz o total sentido para mim. Pense num momento em que você foi feliz em sua vida. Em algum instante dessa lembrança você se sentiu preocupado se era feliz ou não? Claro que não! Quando somos felizes, apenas vivemos o momento! Todas as preocupações são deixadas de lado! O sentimento de euforia toma conta de nosso corpo, numa explosão de serotonina que permuta a razão. E como um bom romancista, para mim, nada substitui esse sentimento. Chega a ser engraçado, a felicidade é algo que o ser humano busca incessantemente e que, alguns, como eu, acreditam que seja até a razão da existência do homem, e quando a atingimos, não a percebemos! Fascinante.

Há algum tempo, vi uma imagem interessantíssima na internet, algo raro. Nela havia uma mensagem. Havia uma imagem de um homem que, após sucessivas tentativas fracassadas de captura de uma borboleta, desiste. Logo após, uma mensagem: “A felicidade é como uma borboleta. Não importa o quanto você se esforce, dificilmente irá capturá-la. Todavia, se você der atenção a outras coisas e tomar o tempo que for necessário, ela simplesmente pousa suavemente sobre os seus ombros”. Dito isso, a borboleta aparece nos ombros do homem, que abre um sorriso caloroso. Lembro-me bem dessa imagem, pois ela captou minha atenção com tremendo sucesso. Sem dizer que a analogia é fantástica. Não sei quem é o autor, mas fica aqui a minha admiração.

É o que acontece comigo – não me sinto feliz. Por isso me preocupo. Nos últimos dias passei por muitas perdas e momentos difíceis, momentos estes que me mantêm acordado ao longo da noite e me fazem escrever textos assim (entenda-me: não quero passar-me por coitado ou me vitimizar, estou apenas a dar um exemplo.) Entretanto, procuro dar atenção a outras coisas, focar-me no que há de bom. Em resumo: procuro deixar que a borboleta pouse sobre meu corpo, pois sei que minha felicidade não depende somente de mim.

Espero que tenha ficado claro, assim, que se você, leitor, não se sente feliz, não se preocupe. A felicidade não é algo que se deve almejar ininterruptamente, pois, ao fazer isso, a única coisa que se alcança é o estresse. Mesmo que você busque a alegria, provavelmente não conseguirá alcançá-la. Não é você que encontra a felicidade, mas ela que te encontra. Então pra que se preocupar? Apenas continue caminhando pelo túnel, uma hora a luz chega. E, quando chegar, não perceba. Aproveite.

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