A era da emoção

Desde movimentos racionalistas do milênio passado, como o Renascimento e o Iluminismo, a ideia de se ser alguém racional e cientifico foi extremamente enaltecida, principalmente nos meios acadêmicos. Prova disso é que, hoje em dia, boa parte das pessoas que passam boa parte do seu tempo estudando fazem da sua vida um grande cálculo matemático.
Outro ponto que levou à essa racionalização da vida e do viver, foi o próprio modo de produção capitalista. Como muito bem pontua Max Weber em suas teorias, o capitalismo levou o ser humano a basear suas atitudes mais a partir de critérios racionais do que de critérios tracionais e emocionais. Essa mudança foi chama por Weber de “Racionalização do Mundo”.
Até certo ponto essa forma de praticar e pensar a vida é boa. Racionalizar nossas atitudes torna tudo muito mais simples e claro, assim como é com a ciência. Além disso, como já explica René Descartes, nossos sentidos e emoções não são confiáveis, pois podem nos enganar, então, confiar atitudes importantes à razão parece e é interessante.
Contudo, confiar completamente na razão pode ser problemático. Isso se dá por alguns motivos. Primeiro que a razão humana não está preparada para tomar atitudes rápidas baseadas em experiências anteriores, essa função é destinada ao instinto. Ora, o que seria do ser humano primitivo, se ao ter que caçar uma presa ele ficasse horas cogitando qual o melhor horário para o fazer e qual a melhor maneira de atacar o animal que está a poucos metros  de distância?
Outro motivo importante reside na emoção e nos sentidos. A tentativa humana de explicar a existência, chama-se existencialismo, que chega a julgar que esta nem sequer tem sentido. Para dar sentido à nossa vida, deve-se usar os sentimentos. São eles que nos mostram se algo está nos deixa felizes ou tristes, com medo ou com bravura. Sem eles, nossas vivências não seriam explicadas. Tudo o que fazemos passa por eles. Comer aquele pãozinho matinal delicioso, deitar na cama depois de horas de trabalho, sentir a brisa que bate nossos rostos quando o dia está quente, ir para o bar trocar uma ideia com amigos, beijar pessoas que se ama, passar no vestibular depois de meses e mais meses estudando…..
Dessa maneira, vê-se que apesar de fundamental para a vivência e evolução do homem, a razão não é tudo, pois sozinha ela não consegue dar conta de explicar todos os aspectos que nos cercam. Para se ter uma melhor experiência desta breve passagem mundana que denominamos vida, é de extrema importância que se saiba recorrer a todos os aspectos que constituem o homem, como o instinto, emoção e sentidos.
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